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Comunidade denuncia ameaça de mineradora no Vale do Jequitinhonha

23 de Jan de 2019 | 10:00h

Fonte: ALMG

Famílias que moram no Parque do Cariri, em Salto da Divisa, contam que empresa Grafitte quer retirada das pessoas para explorar minério no local.

Foto: arquivo
O parque é responsável pela preservação de espécies ameaçadas como o monocarvoeiro, maior primata das Américas.
Debater a situação das famílias da Comunidade de Cabeceira do Piabanha, no Parque  Cariri, em Salto da Divisa (Vale do Jequitinhonha), e também a preservação do referido parque. Esses são os objetivos de uma reunião que será promovida pela Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira (12/07/16), no Teatro, às 14h30, em Belo Horizonte.   O Parque Cariri foi criado com o objetivo de preservar a Mata Atlântica. “No entanto, famílias da Comunidade de Cabeceira do Piabanha vem sofrendo constante ameaça da Mineradora Nacional Grafitte, que pretende explorar a área por ser rica em minério”, denuncia o deputado Jean Freire (PT).   Segundo o deputado, a mineradora deseja a retirada das pessoas que se abrigam na área do parque há mais de 60 anos.   Ele  contou que essas famílias denunciaram ainda que, nos últimos anos, a mineradora pesquisou a área, tirando amostra da terra em diversos lugares. “Foi quando os estudos revelaram que o local possui o minério Grafita, com alto teor de carbono”, afirmou.   A reserva do Parque Cariri foi criada em 2008. A unidade de conservação ocupa  áreas dos municípios de Salto da Divisa e Santa Maria do Salto e abriga remanescentes de mata atlântica onde vivem espécies ameaçadas de extinção como o monocarvoeiro, maior primata das Américas.     Convidados      Foram convidados para a reunião o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Jairo José Isaac;   o secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário, Professor Neivaldo;   a defensora pública da Defensoria Especializada em Direitos Humanos, Coletivos e Socioambientais, Ana Cláudia da Silva Alexandre; e a coordenadora do Ministério Público do Estado de Minas Gerais - Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos, Nivia Mônica da Silva.     Também receberam convite para participar da audiência a doutora em sociologia e coordenadora do Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais – Gesta/UFMG, Andréa Luisa Zhouri;   o coordenador da Comissão Pastoral da Terra em Minas Gerais, Edivaldo Ferreira Lopes;   o representante dos Moradores da Cabeceira do Piabanha, Nivaldo Moraes Nascimento;   o gerente industrial da Empresa Nacional de Graffite Ltda, Virgilio Vita Martins;   a advogada das Brigadas Populares, Isabela de Andrade Pena Corby; e proprietário de fazenda Olinto Herculano Pimenta.


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